Recentemente falei sobre um bar situado entre a Croácia e a Eslovênia que refletia uma disputa territorial entre os dois países. A disputa agora está sob mediação da UE - onde, aliás, a Croácia deseja entrar, a contragosto de sua vizinha Eslovênia, que já chegou a sr até mesmo presidente do bloco.
Enquanto as discussões territoriais estão quentes no meio político, o mesmo não se pode dizer no âmbito popular. É inegável a existência de rivalidades entre os povos da antiga Iugoslávia, mas nm sempre é a animosidade entre eles que dá o tom da relação. Entre croatas e eslovenos mesmo, clima é muito mais de chacotas mútuas do que um nacionalismo exacerbado.
Leonarod Glavina, meu amigo que mora em Viena (Áustria) mas que vai com frequência a Zagreb, capital croata, é que traz um pouco desse lado. “Entre a população neo tem conflito mesmo, só piadas e discussões das duas partes. Mas nada que vá para a violência”. Algo até parecido com a relação existente entre brasileiros e argentinos, que só esquenta de verdade nos campos de futebol.
No entanto, essa “disputa” ganha outros contornos, bem mais violentos e tensos, quando em lados opostos estão sérvios e kosovares. Nesse caso não tem brincadeira menhuma, e o clima na região de fronteira é péssimo, refletindo assim a atual situação entre os dois países. E as circunstâncias não indicam que esse clima tenso vá passar tão cedo.
terça-feira, 12 de maio de 2009
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Ele quer autonomia. Conseguirá?
O assunto já foi tratado aqui neste blog anteriormente, mas a revista alemã Der Spiegel(traduzida para o UOL) traz uma nova matéria sobre a relação entre o atual presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, e seu padrinho político, o ex-presidente, antecessor e atual premiê russo Vladimir Putin.

Não é segredo para ninguém de que é Putin quem de fato nada na Rússia, e que Medvedev seria um mero testa-de-ferro. Mas o sucessor do novo "czar" russo dá sinais de que busca colocar marcas próprias em sua gestão. Sobre isso, a matéria da Spiegel já começa bastante realista - para azar do atual presidente.
Um ano após assumir o cargo, o histórico do presidente russo Dmitri Medvedev tem sido menos do que impressionante. O primeiro-ministro Vladimir Putin ainda segura as rédeas do poder enquanto seu antigo protegido luta sem sucesso para se liberta.
Entre méritos (que existem de fato) e fracassos na gestão Medvedev, o poder real na Rússia está com Putin, que conseguiu sair de espião mediano da antiga KGB para o cargo mais alto de seu país. Medvedev até pode implementar suas prórias marcas, mas a sombra de Putin, bem ou mal, sempre vai prevalecer.

Não é segredo para ninguém de que é Putin quem de fato nada na Rússia, e que Medvedev seria um mero testa-de-ferro. Mas o sucessor do novo "czar" russo dá sinais de que busca colocar marcas próprias em sua gestão. Sobre isso, a matéria da Spiegel já começa bastante realista - para azar do atual presidente.
Um ano após assumir o cargo, o histórico do presidente russo Dmitri Medvedev tem sido menos do que impressionante. O primeiro-ministro Vladimir Putin ainda segura as rédeas do poder enquanto seu antigo protegido luta sem sucesso para se liberta.
Entre méritos (que existem de fato) e fracassos na gestão Medvedev, o poder real na Rússia está com Putin, que conseguiu sair de espião mediano da antiga KGB para o cargo mais alto de seu país. Medvedev até pode implementar suas prórias marcas, mas a sombra de Putin, bem ou mal, sempre vai prevalecer.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Especualção imobiliária prejudica a Albânia
Não é só no Brasil em que a especulação imobiliária traz dor de cabeça. Mesmo em países considerados fechados ela dá um jeitinho de entrar, se estabelecer e atacar.
Este é o caso da Albânia, pequeno país dos Bálcãs. O vídeo abaixo relata o problema.
A prática desestimula o turismo no país, um dos mais pobres da Europa – e um dos mais isolados economicamente, em virtude de sua história durante a guerra Fria e o regime socialista que vigorou lá até 1990 – mais informações sobre a história albanesa serão abordadas em post futuro. Banhada pelo mar Adriático, a costa albanesa tem belas praias.
Outro estímulo para resolver essa questão é o fato de a Albânia ter manifestado oficialmente o desejo de ingressar na UE nos próximos anos, tentando desta forma romper o isolamento econômico ao qual esteve submetida.
Este é o caso da Albânia, pequeno país dos Bálcãs. O vídeo abaixo relata o problema.
A prática desestimula o turismo no país, um dos mais pobres da Europa – e um dos mais isolados economicamente, em virtude de sua história durante a guerra Fria e o regime socialista que vigorou lá até 1990 – mais informações sobre a história albanesa serão abordadas em post futuro. Banhada pelo mar Adriático, a costa albanesa tem belas praias.
Outro estímulo para resolver essa questão é o fato de a Albânia ter manifestado oficialmente o desejo de ingressar na UE nos próximos anos, tentando desta forma romper o isolamento econômico ao qual esteve submetida.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
18 anos do fim dos "Trabis" na Alemanha Oriental
Há exatos dezoito anos saía de linha o Trabant, símbolo automobilístico da Alemanha Oriental. Lançado em 1957, ganhou apelidos um tanto quanto jocosos, como Porsche de plástico", "vela de ignição encoberta" e "caixa de corrida". Foi considerado durante um bom tempo o "pior carro do mundo".

A história desse carro, um patinho feio perto dos modelos produzidos pela então vizinha Alemanha Ocidental, é relembrada por matéria da Deutsche Welle.
O Trabant também já foi lembrado neste blog, no post que lembrou a saída de cena de outro modelo, o Yugo, na Sérvia, considerado um dos símbolos da industria iugoslava.
O Trabant era alvo de críticas de ambientalisas (considerado poluente demais) e ficava longe dos carrões ocidentais em conforto, aparência e desempenho. Mesmo assim, os "Trabis", como também são conhecidos, hoje são tratados como relíquias por colecionadores.
Estima-se que ainda hoje cerca de 200 mil Trabants circulem pela antiga Alemanha Oriental. Ao todo, 3 milhões de modelos foram produzidos entre 1957 e 1991.

A história desse carro, um patinho feio perto dos modelos produzidos pela então vizinha Alemanha Ocidental, é relembrada por matéria da Deutsche Welle.
O Trabant também já foi lembrado neste blog, no post que lembrou a saída de cena de outro modelo, o Yugo, na Sérvia, considerado um dos símbolos da industria iugoslava.
O Trabant era alvo de críticas de ambientalisas (considerado poluente demais) e ficava longe dos carrões ocidentais em conforto, aparência e desempenho. Mesmo assim, os "Trabis", como também são conhecidos, hoje são tratados como relíquias por colecionadores.
Estima-se que ainda hoje cerca de 200 mil Trabants circulem pela antiga Alemanha Oriental. Ao todo, 3 milhões de modelos foram produzidos entre 1957 e 1991.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Mensagem de prisioneiros é encontrada em Auschwitz
Uma descoberta no antigo campo de concentração e extermínio de Auschwitz, próximo a Cracóvia (sul da Polônia) dá nova munição a aqueles que clamam, com razão, para que o local seja preservado.
Matéria da Agência EFE relata que operários que trabalham em reformas no campo de concentração acham garrafa com mensagem escrita em 1944 por prisioneiros que estavam no local.

O assunto sobre a conservação de Auschwitz, que enfrenta graves problemas, já foi abordado anteriormente neste blog.
O mais novo achado no campo reforça a necessidade de preservar o local, como uma forma de relembrar as atrocidades cometidas pelo regime nazista. Estima-se que cerca de um milhão de pessoas – a maioria judeus – foram assassinadas em Auschwitz.
Matéria da Agência EFE relata que operários que trabalham em reformas no campo de concentração acham garrafa com mensagem escrita em 1944 por prisioneiros que estavam no local.

O assunto sobre a conservação de Auschwitz, que enfrenta graves problemas, já foi abordado anteriormente neste blog.
O mais novo achado no campo reforça a necessidade de preservar o local, como uma forma de relembrar as atrocidades cometidas pelo regime nazista. Estima-se que cerca de um milhão de pessoas – a maioria judeus – foram assassinadas em Auschwitz.
terça-feira, 21 de abril de 2009
“O processo do século”
Dentre tantas novelas e disputas em andamento nos Bálcãs, um delas foi chamada de “processo do século”. São as palavras do ministro das Relações Exteriores da Sérvia, Vuk Jeremić, sobre a já conhecida disputa entre Sérvia e Kosovo, que tenta defender sua independência – ainda não plenamente reconhecida internacionalmente – na Corte Internacional de Justiça. E que os sérvios tentam a todo custo anular.
Segundo notícias da B92, organização de mídia considerada indepedente na Sérvia, Jeremić diz que já tem a seu favor 30 países da comunidade internacional, dando destaque para China, Russia (aliada histórica dos sérvios), Brasil e Espanha . No Leste da Europa, aparecem Romênia e Eslováquia.
Pelo outro lado, Kosovo também conta com seus apoios – alguns deles de peso – pela comunidade internacional. A começar pelas principais forças da UE, como Alemanha, França e Inglaterra, além do único representante da ex-Iugoslávia no bloco, a Eslovênia. Os Estados Unidos completam o staff de apoio a Kosovo.
Como nenhuma das partes parece disposta a ceder, o impasse jurídico-internacional sobre Kosovo deve prosseguir. Mas uma coisa é certa. Pelas características culturais de sérvios e albaneses e pelas cicatrizes que uns carregam dos outros, é inimaginável que Sérvia e Kosovo voltem a fazer parte do mesmo país, pelo menos de forma pacífica. O que é, ao meu ver, um ponto a favor dos kosovares, que uma vez com a sensação de independência, podem até não ter a estrutura para um Estado funcionar, mas jamais aceitarão de novo ficar sob governo sérvio.
Segundo notícias da B92, organização de mídia considerada indepedente na Sérvia, Jeremić diz que já tem a seu favor 30 países da comunidade internacional, dando destaque para China, Russia (aliada histórica dos sérvios), Brasil e Espanha . No Leste da Europa, aparecem Romênia e Eslováquia.
Pelo outro lado, Kosovo também conta com seus apoios – alguns deles de peso – pela comunidade internacional. A começar pelas principais forças da UE, como Alemanha, França e Inglaterra, além do único representante da ex-Iugoslávia no bloco, a Eslovênia. Os Estados Unidos completam o staff de apoio a Kosovo.
Como nenhuma das partes parece disposta a ceder, o impasse jurídico-internacional sobre Kosovo deve prosseguir. Mas uma coisa é certa. Pelas características culturais de sérvios e albaneses e pelas cicatrizes que uns carregam dos outros, é inimaginável que Sérvia e Kosovo voltem a fazer parte do mesmo país, pelo menos de forma pacífica. O que é, ao meu ver, um ponto a favor dos kosovares, que uma vez com a sensação de independência, podem até não ter a estrutura para um Estado funcionar, mas jamais aceitarão de novo ficar sob governo sérvio.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
“República da Macedônia do Norte?”
O governo da Grécia fez uma sugestão para acabar com o impasse em relação a sua vizinha, a Macedônia. Segundo o embaixador grego nos EUA, Alexandros Mallias, o país deve-se chamar “República da Macedônia do Norte”.
Os gregos seguem sem abrir mão do nome Macedônia, que consideram como parte de seu patrimõnio histórico e temeosos que o reconhecimento de seu vizinho do norte com o nome atual poderia levá-lo a reivindicar parte do norte do território grego, que também se chama Macedônia.
A matéria completa está no Balkan Insight, especializado em notícias sobre a região.
Agora, a pergunta que não quer calar: essa proposta, um tanto quanto indecorosa, vai pegar? Particularmente, duvido.
Os gregos seguem sem abrir mão do nome Macedônia, que consideram como parte de seu patrimõnio histórico e temeosos que o reconhecimento de seu vizinho do norte com o nome atual poderia levá-lo a reivindicar parte do norte do território grego, que também se chama Macedônia.
A matéria completa está no Balkan Insight, especializado em notícias sobre a região.
Agora, a pergunta que não quer calar: essa proposta, um tanto quanto indecorosa, vai pegar? Particularmente, duvido.
Assinar:
Postagens (Atom)